domingo, 26 de dezembro de 2010

controle


Encorajei meu coração a parar de bater, mas fui fraca de mais pra fazer com que parasse.
Encorajei meu olhos a procurarem por você, mas tive medo de você não estar lá
então os mantive fechados pra ter não certeza do que eu já sabia.
Meu coração continuou batendo, descompassado e sem vontade. apenas batendo por bater, sendo por ser...
O arrepio que cortou meu corpo quando minhas mãos não encontraram as suas prontas para me segurar, foi tão intenso quanto a luz que tentava invadir meus olhos, - estou entre as que preferem o escuro - tentei mentir para o meu coração fraco dizendo que tudo ficaria bem quando eu sabia que não iria, meu otimismo hipócrita!
forcei minha mente -sem qualquer força- a se livrar de tudo
A dor inundou a minha mente, se apossando de toda a minha força perdida e junto com ela o medo, mas não o medo do que poderia acontecer e sim o medo de não acontecer mais nada.
o nada me amedronta, me faz querer gritar, mas a voz me falta.
O grito silencioso invade o ambiente, eu já não sei onde estou, meu grito demorou anos, ou talvez apenas segundos, o que continuariam sendo anos para mim, perdida na vida, perdida no tempo.
  É, o tempo... esse mesmo, aquele que é tudo e é nada.
Já não sei que horas são e nem sei se estou acordada, talvez esteja só sonhando, ou talvez isso esteja fora do meu alcance.
Sonhar... aquela coisa que acontece sem você perceber que invade e muda tudo, você tem o controle! Você é o que quer, é apenas um sonho.
definitivamente não, isso não é um sonho.
eu não tenho o controle... nunca tive!
Encorajei meu coração a parar de bater... mas não tive o controle.
Meu coração ainda bate, e meus olhos fechados não  estão sedentos pela luz que me espera.
O sonho que eu queria que fosse, não é, por essa estupida mania de viver por viver
eu quero gritar.
Eu não Tenho o controle!


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