Caminhando a passos largos pelas areias do destino me deparei com uma pedra grande , azul e brilhosa que se dizia boa por parar todos os aventureiros que se atreviam a passear por aqueles caminhos tortuosos.
Ela dizia se chamar Prazer, e que todos os que eram realmente sábios paravam para apreciá-la, então eu parei.
Um pouco mais adiante e muito tempo depois, havia outra pedra tão bela quanto a primeira, que dizia se chamar
Sabedoria e como o Prazer disse que os sábios de verdade paravam para apreciá-la, então eu parei.
Após algum tempo parada observando o prazer e a sabedoria continuei minha caminhada sem rumo pelas areias do destino, e me deparei com uma grande pedra desgastada pelo tempo, uma pedra que não se comparava com as outras duas, ela dizia se chamar Amor e diferente do prazer e da sabedoria não disse nada, então eu decidi seguir em frente.
Após muito tempo de caminhada todo o prazer que eu tinha absorvido da primeira pedra já havia se esgotado e graças a sabedoria da segunda pedra eu continuara de pé, mas sem sentir nada, entre tudo, o que mais me intrigava era o quanto eu sentia falta daquela pedra sem brilho, tentei por vezes dar meia volta para tentar achar aquela pedra e tentar absorver algo, mas não havia um caminho de volta. Comecei a me perguntar o porquê de aquela pedra ser importante, mas nada justificava o meu interesse por uma pedra sem nada de atrativo.
Vaguei pelo destino com o restinho da sabedoria como minha ultima amiga e quando estava no fim da minha jornada consegui entender que as duas pedras nas quais eu parei, apesar de me darem conhecimento e prazer me fizeram perder tempo e ofuscaram o brilho do amor me fazendo perder todo o interesse no que mais importava, pois o amor não me parou, não tentou me atrair com subterfúgios sujos, apenas estava lá pra mim, eu é que decidi não parar para ele.